LXXV
Ledo e ivo engano. Parecia querer dizer algo. Não queria.
Tanta coisa falada e repetida sem sentido neste mundo que é difícil por fé nas verdades. A tia esquizofrênica é quem costurava a razão. Contava a história, repetidamente, de um homem que matara a família e depois dera um tiro na testa. Coisa de doido, coisa de doido. Depois, informava: não ia lavar a louça, não. Nem sempre havia pratos e copos sujos, registre-se.
Registrado também fica que a doideira é a melhor saída para disfunção maior, que é viver como se tudo fosse normal. A norma é a lei que ninguém cumpre, é a linha que ninguém traça, é o trilho paralelo que se encontra no infinito. Quem não sabe que três pontos formam um plano?
Pois o plano de Deus, trino todo poderoso, criado do céu e da terra, pai e filho e irmão da rainha mãe de misericórdia, esse é desconhecido. E o padre que levou o N., na ingenuidade, teve de jurar de pés juntos na igreja que Bibiana era santa, para mim não passava da mulher do capitão.
Escrito por Lé às 20h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|